14 junho 2008

Brasileiros estão com febre... ... febre de ORKUT

Mesmo que você não seja um assíduo freqüentador da Internet, certamente já ouviu alguém comentando sobre um tal de ORKUT (www.orkut.com). O site de relacionamentos criado pelo engenheiro turco Orkut Buyukkokten, faz parte agora do império da Google e virou febre entre os brasileiros que já se firmaram como seu maior público. E, importante que se diga, público este que não é composto apenas por jovens, muito pelo contrário, cada vez mais adultos estão aderindo à nova mania.

O ORKUT é uma ferramenta extraordinária que permite manter sua rede de relacionamentos sempre em contato. Através dele é possível fazer novas amizades, bem como reencontrar amigos que por algum motivo se perderam do nosso convívio. Permitir o contato, mesmo que virtual, com aqueles de quem gostamos e de quem não pretendemos esquecer é, sem dúvida, o maior benefício deste site.

Outra característica do ORKUT é permitir que você participe das chamadas COMUNIDADES. Estas variam dos temas mais absurdos aos mais relevantes imagináveis.
Se você gostava do chocolate Lolo (o da vaquinha), pode participar da Comunidade “Milkybar, volte a ser Lolo!”. Se você gosta de futebol, pode participar da comunidade do seu time do coração, ou ainda, pertencer à comunidade “Jovens Luteranos do Brasil”. Nestas comunidades você pode opinar e trocar idéias com seus integrantes, em uma espécie de fórum de discussão. É interessante observar que as comunidades do ORKUT podem ser utilizadas, por exemplo, como uma nova área de missão da Igreja, onde é possível se discutir sem violência temas, polêmicos ou não, ajudando muitas pessoas a descobrirem e fortalecerem a sua fé.

Infelizmente, assim como outras ferramentas disponíveis na Internet, o ORKUT não consegue barrar as pessoas mal intencionadas. A grande maioria de seus usuários está interessada em relacionar-se sadiamente com seus amigos, porém há aqueles dispostos a infernizar a vida dos outros, enviando recados indesejáveis, copiando seus dados e criando nomes falsos com estes, pelo simples prazer de denegrir sua imagem. Não é novidade que haja comunidades que incentivem ações como racismo, pedofilia, violência contra a mulher, nazismo, etc. A equipe que gerencia o site tem procurado identificar tais pessoas, buscando puni-las, mas isso num universo de milhões de usuários não é algo muito fácil. Cabe a cada pessoa de bem fazer a sua parte denunciando tais ações de vandalismo virtual à Polícia ou ao Ministério Público. Pela legislação brasileira, constitui crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito com base na raça, cor, etnia, religião ou nacionalidade do indivíduo. A condenação vai de 2 a 5 anos de prisão, além de multa considerável.

A Internet vem revolucionando a maneira como as pessoas interagem entre si. Qualquer pessoa pode hoje gratuitamente criar seu próprio blog, fotolog, fórum de discussão, ou ainda participar do próprio ORKUT, expondo seus ideais, experiências de vida, exibindo suas fotos aos amigos, bem como aos desconhecidos. Sua vida passa a ser um verdadeiro “livro aberto”. A pergunta em voga é: até que ponto esta exposição demasiada beneficia o indivíduo e onde começa a se tornar prejudicial? O problema fica evidente quando as pessoas deixam de se relacionar pessoalmente priorizando encontros virtuais, onde a vergonha, a mentira e a malandragem não é percebida pela pessoa que está do outro lado da tela. Torna-se cômodo fingir ser outra pessoa, muitas vezes omitindo a verdadeira identidade.

Há em tudo isso uma certeza: a de que nada substitui o contato pessoal, o calor humano, o estar frente a frente, olho no olho, verdadeiramente presente, curtindo cada emoção, seja um choro, um sorriso, um simples aperto de mão ou um abraço. Deus nos deu a liberdade e a capacidade de decidir o caminho que pretendemos trilhar. Outra certeza temos: a de que um dia, seremos julgados por nossos atos e decisões. Nosso desafio, nem sempre fácil, é trilhar o caminho de Deus, seja ele real ou virtual.